A vida é um conjunto de acontecimentos que moldam a nossa consciência e a nossa pessoa, mas há certos acontecimentos nem moldam nem fazem para moldar. Fodem mesmo o juízo a qualquer um. Foi assim que me aconteceu durante toda esta semana. Nesta bela (digo isto em tom irónico) cidade de Santarém a maioria dos cidadãos ainda se regem pelo mentalidade retrógada e quase selvagem. Eu adorava andar pela cidade com a minha miúda. Miúda essa que era tudo para mim: linda, inteligente, bem-humorada, mas... Andavamos nós a passear pela cidade quando um indivíduo chega-se até nós e prega um valente estalo a ela. Depois de uns gritos e de mais uns estalos, concluí que aquele homem era o pai dela. E assim estava eu naquele cenário: um rapariga a levar do pai, toda a gente a ver e eu ali, especado, sem saber o que fazer. No meio dos gritos, compreendi que tudo aquilo se passava devido à falta de explicações que ela dava aos pais quando saía e com quem. A rapariga já ultrapassa por alguns anos a maioridade e mesmo assim os pais controlam-na como uma criança de 10 anos. Claro que ela podia dizer que tinha namorado, mas parece que se ela fizesse isso, lá teria eu de me casar com ela e ter muitos netinhos. Por amor de Deus! Ela é uma excelente rapariga e eu adoro-a, mas não me estou a ver a casar com ela nem mesmo a casar com ninguém.
Decidimos acabar para o bem dela...quer dizer, o pai dela decidiu acabar por nós. Não foi preciso eu dizer nada. Haverá certamente mais alguém por aí...
Decidimos acabar para o bem dela...quer dizer, o pai dela decidiu acabar por nós. Não foi preciso eu dizer nada. Haverá certamente mais alguém por aí...
